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Urologista alerta homens sobre o Câncer de Pênis

O câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens.  O fator de risco mais importante para o surgimento do câncer de pênis é a presença de fimose, associado ao baixo nível sócio econômico e a higiene precária.

Segundo o Urologista da Rede Primavera, Dr. Mário Henrique Tavares Martins, a circuncisão é o mais importante fator de proteção, sendo muito raro em adultos operados ao nascimento, como por exemplo, em judeus. De acordo com ele, a presença de fimose dificulta a higiene local e pode levar ao aparecimento do câncer.

A infecção pelo vírus HPV (condiloma, “crista de galo”) pode ser um fator coadjuvante no desenvolvimento da doença. O especialista explica ainda que o sintoma clássico é um ferimento ou uma úlcera que não cicatriza.

“Geralmente a lesão tem bordas endurecidas e pode sangrar com o toque ou nas relações sexuais. Nos casos de fimose, a lesão pode estar oculta atrás do prepúcio, daí a importância da circuncisão. Doenças mais avançadas podem cursar com dor, mau cheiro, aumento dos gânglios da virilha ou, mais raramente, alterações urinárias.”, disse Mário Henrique.

Exames de imagem como Ressonância Magnética ou Tomografia computadorizada são utilizados para avaliar a extensão da doença para as regiões abdominal, pélvica e inguinal. O diagnóstico de certeza só é dado com a biópsia da lesão.

Ainda segundo o urologista, para prevenir, a boa higiene é o mais importante fator protetor. “Evitar o acúmulo de secreções e esmegma evita o desenvolvimento de lesões. Nos casos de fimose ou de excesso de pele, que possam dificultar a higiene, a cirurgia de circuncisão (postectomia) possibilita melhor higiene e evita o aparecimento da doença. Importante lembrar que a doença é muito rara em quem foi operado de fimose na infância.”, esclareceu.

A principal forma de tratamento é cirúrgica, com ressecção completa da lesão. Para tumores muito pequenos pode ser tentada a cirurgia conservadora com retirada apenas da lesão, ou fotorradiação com laser, ou ainda radioterapia local.

“Infelizmente a grande maioria dos casos é diagnosticada com lesões grandes, sendo necessária a amputação parcial e raramente total do pênis. Em casos invasivos é necessária ainda a retirada de gânglios da virilha (linfadenectomia inguinal). Quando a doença está localizada, há um bom índice de cura (80% em 5 anos), caindo para até 20% de sobrevida em 5 anos nos casos com metátases.”, alerta o especialista.