Notícias

Compartilhe esta Notícia

Fevereiro Roxo: campanha de conscientização do Mal de Alzheimer

Segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), no Brasil há cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade e 6% destes sofrem de Alzheimer. Nos EUA é a quarta doença que mais mata pessoas idosas entre 75 e 80 anos, perdendo apenas para o infarto, o derrame e o câncer.

 

Foto -

 

A maioria de seus pacientes são pessoas idosas. A doença tem início com demência (principal causa) e/ou perda das funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), devido à morte das células cerebrais, o que faz reduzir a capacidade de realizar tarefas simples, interferindo no comportamento e na personalidade.

 

Sintomas

Inicialmente, o paciente perde sua memória mais recente, podendo até lembrar com precisão os acontecimentos de anos atrás, mas esquecer de ações simples, como ter acabado de realizar uma refeição.

 

Com a evolução do quadro, a doença causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem.

 

A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

 

Grupos de risco

1. Pessoas idosas de 60 a 80 anos

Contudo, esta é uma condição que ninguém pode mudar, mas ela é, indiscutivelmente, o mais reconhecido fator de risco.

Embora a prevalência do Mal de Alzheimer aumente com a idade, isto não é uma condição normal da velhice. Ela é apenas uma doença que se aproveita do envelhecimento, mas não faz parte dele, pois muitas pessoas bastante idosas não a desenvolvem.

Pode ser normal para os idosos apresentarem sutis declínios em suas habilidades intelectuais, porém, não chega a afetar a sua capacidade de bom funcionamento no dia a dia.

 

2. Sexo feminino

Acomete mais as mulheres do que o homem (uma relação de 3 para 2), uma explicação pode ser porque as mulheres vivem mais.

 

3. Nível de escolaridade

Outros estudos apontam que o baixo nível educacional e pessoas analfabetas parecem ser mais predispostas a desenvolverem o Alzheimer.

Pessoas com atividade intelectual intensa parecem fazer mais sinapses (comunicação entre as células), o que pode fazer com que os sintomas demorem mais para aparecer. 

 

Qual profissional devo procurar?

 

O neurologista ou o geriatra (médico de idosos). É preciso cuidado e atenção com os comportamentos e sintomas da pessoa idosa, pois a família, muitas vezes, acaba desconsiderando a doença porque assimila os sintomas à idade avançada da pessoa. Por isto também a dificuldade em fazer o diagnóstico.

Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

 

Fonte: Associação Brasileira de Alzheimer

Ministério da Saúde