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29 de setembro - "Dia Mundial do Coração" - Dra. Liana Desidério

As doenças cardiovasculares são as patologias, crônicas ou não, que acontecem no sistema cardiovascular ou sistema circulatório e líderes de mortalidade no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 14 milhões de brasileiros têm alguma doença no coração e cerca de 400 mil morrem por ano em decorrência dessas enfermidades, o que corresponde a 30% de todas as mortes no país.
Então, vamos tirar algumas dúvidas com a cardiologista da Rede Primavera, com residência de Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese (IDPC), especialização em ecocardiografia do adulto pela Beneficência Portuguesa de São Paulo, especialista em Cardiologia e Ecocardiografia da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Dra. Liana Desidério. 
 
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1. O que são doenças cardiovasculares e quais as principais causas e prevenção da doença?
 
Doenças cardiovasculares são doenças que acometem o coração e os vasos sanguíneos, sendo sua forma mais grave quando afetam as artérias coronárias e as artérias do cérebro, aumentando o risco de infarto do miocárdico e acidente vascular cerebral (AVC), respectivamente. As doenças cardiovasculares são, na grande maioria das vezes, provocadas pelo processo de aterosclerose, que consiste na inflamação crônica da parede das artérias e consequente formação de placas de gordura. Trata-se de um processo silencioso e progressivo, cuja manifestação inicial pode ocorrer na forma de um evento isquêmico agudo grave em até 50% dos casos, enfatizando a importância da prevenção neste cenário. 
 
2. Principalmente nos estágios iniciais, as doenças cardiovasculares não possuem sintomas. Porém, quando as medidas de compensação do organismo tornam-se insuficientes, podem surgir alguns sinais de insuficência cardíaca. Quais são esses sintomas e quais os fatores de risco?
 
Os fatores de risco para as doenças cardiovascularespodem ser divididos em fatores de risco modificáveis e não-modificáveis. Entre os fatores de risco modificáveis estão tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia (colesterol alto), obesidade, sedentarismo, etilismo. Os fatores de risco não-modificáveis são representados pelo sexo, idade e história familiar de doença cardiovascular. 
Inicialmente a doença é assintomática, ou seja, o processo de formação das placas nos vasos sanguíneos segue acontecendo sem que o paciente sinta qualquer alteração. Quando as placas causam obstrução significativa nas artérias coronárias, surgem sintomas como dor ou desconforto no peito (angina), desencadeada pelo estresse ou esforço físico, dor ou desconforto no braço esquerdo, mandíbula e nas costas, bem como outras manifestações como falta de ar. Em relação ao ACV, os sintomas consistem em fraqueza ou dormência de início súbito, acometendo face e membros superiores e inferiores de um mesmo lado do corpo. Porém vários outros sintomas podem estar associados, como confusão mental, dificuldade para falar ou compreender o que se fala, dificuldade para enxergar por um ou ambos os olhos, dificuldade para andar, tontura, perda do equilíbrio, dor de cabeça intensa, desmaios. 
 
3. Colesterol elevado, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, estresse, estão presentes na vida de milhares de pessoas e podem ocasionar um infarto. Por que o infarto é tido como uma doença multifatorial e em qual situação pode ser fulminante?
 
O infarto do miocárdio é a principal apresentação da doença cardiovascular e uma das mais temidas. Trata-se de uma doença com múltiplos fatores de risco associado, como hipertensão, diabetes, dislipidemia (colesterol alto), tabagismo, sedentarismo e obesidade, sendo sua prevenção baseada em mudanças no estilo de vida com adoção de hábitos saudáveis de uma forma global e controle das doenças associadas. A gravidade do infarto depende do local da obstrução e do tamanho do território (músculo cardíaco) irrigado pela artéria acometida e que ficou sem receber aporte sanguíneo adequado. Em determinados pontos da obstrução coronária, a apresentação pode ser fulminante, sem tempo hábil para a recanalização da artéria, configurando em morte súbita cardíaca. 
 
4. Com base em exames físicos, o médico pode solicitar outros procedimentos complementares para confirmar o diagnóstico e determinar as melhores opções de tratamento. Quais são os exames mais comuns, inclusive para quem quer praticar atividades físicas?
 
Os exames que comumente fazem parte do rastreio das doenças cardiovasculares são:
. Exames laboratoriais gerais que avaliem os níveis séricos de colesterol e glicemia
. Eletrocardiograma
. Teste Ergométrico
. Ecocardiograma
. Duplex scan de artérias carótidas e vertebrais, entre outros. 
Os exames são solicitados pelo cardiologista de forma individualizada, de acordo com o perfil e a necessidade de cada paciente. 
 
5. A prevenção é fundamental para diminuir mortes por doenças cardiovasculares, inclusive em mulheres e crianças? A partir de qual momento é importante realizar revisões médicas periódicas?
 
Todas as pessoas precisam ir ao médico para avaliação de rotina, de forma periódica. A partir de 40 anos de idade, existe uma indicação clássica de realização de um check-up anual, porém essa rotina pode ser iniciada antes, diante de qualquer sinal ou sintoma, presença de história familiar de doença cardíaca, presença de doenças como hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto e obesidade. 
 
6. Qual a importância dos alimentos orgânicos para evitar problemas cardíacos?
 
 
Os alimentos orgânicos são aqueles produzidos sem a utilização de fertilizantes artificiais, pesticidas ou adubos químicos, com maior valor nutricional e maior efeito antioxidante. Boas escolhas alimentares, evitando alimentos processados, muito condimentados, com excesso de adição de açúcares, são de grande importância no combate à obesidade, colesterol alto, diabetes e hipertensão arterial, que como vimos, são os principais fatores de risco modificáveis para as doenças cardiovasculares. 
 
 
Lembre-se. As doenças cardiovasculares são as principais causas de mortes no Brasil e no mundo, e a maioria dos seus fatores de risco são modificáveis, com a adoção de hábitos de vida saudáveis e controle da pressão arterial, glicemias e do colesterol. E por se tratar de doença de curso silencioso e progressivo, a prevenção é a chave do sucesso no combate às suas complicações. Procure o seu cardiologista, faça exames de rastreio regularmente, cuide bem de você e do seu coração!
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